domingo, 23 de julho de 2017

LEMBRANDO...

Vai parecer um pouco estranho, ter desaparecido o meu texto (Lembrando...) do blog. Não. Não foi censura , a Pide já não entra no nosso blog! Então o que aconteceu, é que o nosso amigo Soares por lapso ao introduzir o pequeno filme do nosso embarque apagou o meu texto o que logo prontamente me pediu desculpa. Soares, mais uma vez não tens que me pedir desculpa pois são coisas que acontecem a qualquer um, e então a mim...! Para mim o computador ás vezes é embirrento comigo! Umas vezes apaga os textos, outras vezes aumenta o espaço das linhas outras vezes não anda para baixo nem para cima. Enfim : é o gato e o rato! Portanto Soares tudo na boa.O que interessa é que com o filme melhoraste a efeméride...

 Claro, que já não tenho de memória o texto que escrevi. Sendo assim, por outras palavras relembro aqui, que hoje faz 49 anos que partimos do cais da Rocha Conde de Óbidos no paquete Vera Cruz com destino ao Ultramar, mais propriamente a Moçambique. Claro, é um dia que nunca esquece. Foi o dia em que estava a ser arrancado a todos nós um pedaço das nossas vidas. Eramos jovens demais para ir para uma guerra e ainda por cima uma guerra injusta. Estávamos todos ali com as famílias á nossa frente (para quem lá tinha a família) num cenário dantesco. Eram os lenços brancos, gritos, as lágrimas, os desmaios, de toda aquela gente que nos via partir sem ter a certeza se voltaríamos ou não e em que condições. Quando o Vera Cruz apitou três vezes eu não quero pensar o que se passou na cabeça daquelas gentes. Vós, jovens de hoje, não queiram nunca na vida  passar por uma visão como esta. Através do filme da nossa partida (feito na hora pelo nosso Alferes Magalhães, o que aproveito para lhe desejar as rápidas melhores) podem ter uma pequena ideia o que foi o nosso embarque. Era assim com todos aqueles que partiam. Depois da partida, toda aquela gente se preparava para os meses seguintes, uns para a solidão, outros para ficarem sem os seus sorrisos e ainda ficando sempre á espera de uma má notícia. Era como se se vida tivesse acabado para muitos. Sempre que um telefone tocava, sempre que ouvissem bater á porta era uma angústia terrível. A minha mãe não tinha telefone, quando batiam á porta (dizia ela) sentia logo um aperto no coração. Ela pensava que era alguém do exército a dar uma má notícia.
 Que estes tempos não voltem. Que a juventude de hoje, não tenha que passar por tudo aquilo que passamos quando a gente tinha a vossa idade.

Desta vez não ponho fotos pois o pequeno filme ilustra bem o que era o embarque.


Para todos, uma boa continuação de férias (para quem está), para quem não está uma boa continuação de fim de semana. Um abraço.
    
                                                              SANTA

sábado, 22 de julho de 2017

O filme da nossa partida

Hoje é o dia de rever o documentário do nosso embarque, filmado "in loco" pelo também excursionista nosso camarada Manuel Magalhães, a quem aproveitamos para desejar um rápido restabelecimento:


sábado, 15 de julho de 2017

ERA UMA VEZ...

Era uma vez uma galinha! Esta é uma história interessante contada em poesia pelo nosso camarada Carlos Silva. Quem havia de ser? Então aqui vai...

Era um hábito naquele tempo
Oferecer os achados ao Santo
Se não voassem com o vento
ou o dono soubesse entretanto

Apareceu aqui uma galinha
Ninguém sabe quem é o dono
Se ela não é tua nem é minha
Deixá-la andar ao abandono

Por onde é que ela desapareceu
Se está sempre o portão fechado
A esta hora já a raposa a comeu
E fica assim o assunto arrumado

Ó galinha do pescoço pelado 
Que queres viver á nossa custa
Se a gente te comer será pecado
Ou será mesmo uma causa justa

Levas com o cabo do sacho
Se não deres a galinha á capela
Eu já procurei tudo não a acho
Só se alguém a fez de cabidela

Porquê dar a galinha ao santo
 Depois do trabalho que tem dado
O que é melhor por enquanto
É agente fazer dela um guizado

Com meus vizinhos amigos
Fomos fazer uma patuscada
E ficamos comprometidos
De, a ninguém contar nada

Não se esqueçam do vinho
Prá festa ficar animada
Se não derem com o caminho
Ficam debaixo da d´alpendurada

Já esta na cozinha velha
Com a porta bem fechada
Escondia debaixo da selha
P`ra ninguém dar por nada

A`stória desta pobre galinha
Acabou aqui dentro da panela
Fez uma canja tão amarelinha
Que`inda hoje me lembro dela.



  E esta?


                  
                                          Um abraço. SANTA.

sábado, 8 de julho de 2017

DESFILE...

Realizou-se no passado dia 5, as comemorações da Brigada de Intervenção Ligeira de Coimbra, com a presença, além de outras individualidades do Exército, Civis e Militares, de S.Exª. o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
Num dia bastante fresco, o que foi bom para todos aqueles militares que faziam parte da formatura, pois na Avenida Navarro não há qualquer espécie de Sombra, além de tudo mais iria dar-se a cerimonia da entrega do Guião das ultimas tropas que estiveram no "Kosovo". Além do desfile das tropas houve também desfile de algumas viaturas de guerra e uma pequena exposição no Parque Verde da cidade, onde algumas viaturas, estavam á disposição do público em geral e em particular de crianças com explicações feitas por militares. Não deixou de ser interessante. Eu próprio, matei o bichinho entrando numa delas. Claro que já não tem nada a ver com as panhard.es do meu tempo, basta olhar para a alta tecnologia de agora e dá para ver bem a diferença!
  Sendo assim, aqui vão algumas fotos que tirei:

                     




















            Com a beleza do meu Rio Mondego, eu desejo umas boas férias (para quem está de férias). Para o resto a continuação de um bom fim de semana para todos.

                     Um grande abraço. SANTA.

terça-feira, 4 de julho de 2017

PORQUE HOJE FOI FERIADO...

Hoje quatro de Julho, feriado Municipal da minha cidade (Coimbra), fui dar uma volta pela baixa, volta essa que foi muita curta derivado ao calor que se fazia sentir. Sendo assim, resolvi ir até ao Convento de Santa Clara (hoje é o dia da Rainha Santa Isabel). Entrei, sentei-me, meditei um pouco e depois fui visitar o "Coro Baixo" (que fica ao fundo da Igreja) que foi aberto ao público, julgo, pela primeira vez. Vale a pena.







Regressando a casa, (depois de saciar a sede com uma canequinha de cerveja), fui mexer nuns livros,e encontrei um poema do nosso camarada Carlos Silva dedicado a um amigo de infância, salvo erro com o nome de "Alberto"que passo a transcrever por achar interessante.

      " COISAS DE INFÂNCIA e JUVENTUDE"

Íamos descalços prá escola                        Quando nos juntávamos á lareira
Calça rota camisa remendada                   Todos queríamos o melhor lugar
Nem pobres de pedir esmola                      À roda de uma enorme fogueira
Nem família muito abastada                     Até haver lenha para queimar

O nosso pouco tempo morto                      Na matança do porco p`lo Natal
Era passado na estrada a brincar             Havia sempre garotos á briga
Chateávamos o Belgo e o Torto                Mas ninguém levava a mal
E mais quem vinha a passar                    Vá de jogar a bola com a bexiga

À missa ao Domingo, os dois                   Fomos os dois aos 26 à feira
A seguir, ir à água às fontes                     Comprar onde guardar o dinheiro
Tratávamos do gado, e depois                  Gastamo-lo todo logo á primeira
à doutrina a Regueira de Pontes             Na compra de um mealheiro

Somos quase da mesma idade                 A grande feste dos milagres
A infância e a juventude nos juntou       Onde se calavam as melancias
A primeira experiencia de saudade        O que lá se passava nem tu sabes
Foi quando o Ultramar nos separou      Se agora soubesses até te rias

A tantas árvores trepamos                      Dormíamos no sótão e no palheiro
Mais na época dos ninhos                      O bafo dos animais nos aquecia
Quantos pássaros tiramos                      Era assim a nossa vida de solteiro
Do bagulho aos carreirinhos                 Hábitos da terra onde se nascia

Um simples mal entendido                    Fizeram um grande cortejo
Foi o bastante, o suficiente                   Nas festas de Santo António
Por ires aos ninhos comigo                   Um homem a tocar realejo
Foste castigado injustamente                E outro a tocar  harmónio

Quando brigávamos em garotos           Com os pais prá festa da Ortigosa         
Era como o sol de pouca dura              Pagar a promessa a Santo Amaro
Chegávamos a casa todos rotos            Em curas e milagres era famosa
E vá de porrada com fartura                Santos de cera e bonecos de barro

Muito trabalhaste no campo                Os irmãos mais velhos, é natural
Também foste bem arrastado               Terem os mais novos a guardar
Com a tua paciência de santo              Se lhe acontecesse algum mal
Dificilmente te viam zangado              À noite havia contas ajustar       

Os pais queriam o melhor para nós     Se o pai estiver acordado
E não nos batiam por prazer                Quando a gente for a entrar
Bem diziam as nossas avós                   Se ouvir os passos no sobrado
Quem dá a criação dá o comer             A gente diz que é o galo a cantar

A calma não é preguiça                        O milho no serrado da Avó
É jeito de estar na vida                         Dava muita e boa espiga
Não trocavas nunca a missa                A fruta verde cheia de pó
Nem por uma conversa amiga             É que fazia dor de barriga

Em Angola combateste                        O Natal com o presépio pobrezinho
Pra onde foste mobilizado                   Na Páscoa é que se tirava o folar
Um amigo lá perdeste                          Pelos santos pedíamos os bolinhos
Por ti sempre recordado                      E nas festas é que era namorar

O pior que nos podia acontecer          P`lo carreiro do lavradio
Era ir prás terras ao Domingo           Íamos para lá da Amieira
Às vezes sem comer nem beber          À caruma a tiritar de frio
Do calor a suar feitos num pingo      Pra noite acender a fogueira

Á frente das vacas a lavrar                A brincar com os primos
Pra bem acabar a sementeira            Atirar fruta a quem passa
Contentes e alegres a assobiar           Muito a gente nos rimos
Já se vê a merenda na poceira           No barreiro da avó da ouraça
       
A nossa mãe bem nos ensinou          Temos um fato novo
Sempre à noite o terço rezar              P'ra estriar nos dias das festas
E nunca ninguém se deitou              O que dirá agora o povo
Sem antes na bacia os pés lavar       Ao ver uma coisa destas?

                                   No dia da primeira comunhão
                                   Lavavas um fatinho branco
                                   A vela acesa numa mão
                                   Na outra a pagela do santo.

                                                            Autoria do nosso camarada Carlos Almeida da Silva

Pronto. Fico por aqui. Continuação de uma boa semana para todos. SANTA.
                                           






sexta-feira, 30 de junho de 2017

RELEMBRANDO...



Pois é. Antes de relembrar o nosso amigo Carlos Silva, e ainda não refeito do que se passou com os fogos a semana passada, eis que surge outra calamidade. È diferente, mas não deixa de ser também uma calamidade ou se quiserem, uma vergonha! Estou a referir-me ao assalto em Tancos de onde foram "roubadas"armas, granadas, munições etc, etc... . Pela parte que me toca, é mais uma vergonha para o nosso país e para os nossos governantes. Mas que bem protegidas estavam aquelas instalações! Então, aquelas instalações (nos tempos que correm) não deviam estar protegidas com um bom sistema de alarme? Digo eu...! Foi um buraco na rede... Só? É simplesmente: Não digo...

Deixando agora esta roupa suja para lavar na Assembleia da República, vamos então relembrar o nosso camarada Carlos Silva e ao poema que ele escreveu, dedicado á Fonte D`Almoinha onde ele nasceu e se criou:

Junto à fonte d`Alminha            Á velha fonte d`almoinha
É que eu nasci e me criei            Nem sei como agradecer
Agora sei o bem que tinha         Matou a sede que eu tinha
No tempo em que lá morei         Sempre que nela fui beber

Água da fonte pura e leve           Atrás de ti tanto corria
Sai sempre da bica a correr        Sem nunca te apanhar
Mata a sede a quem a bebe         Corre a fonte noite e dia
Mais quem a queira beber          Como tu sem se cansar

Foi na fonte d`Almoinha             Vai à fonte d`Almoinha
Que a quarta partiu a asa           À água fresca p`ra beber
Ela sem querer, coitadinha         Não partas a cantarinha
Nem queria entrar em casa        Que a mãe te pode bater

Vou fazer-te companhia             Agora que és mocinha
Até á fonte d`Almoinha              Lá vais tu à fonte lavar                                                  
Assim se te cair a rodilha           Trás a roupa lavadinha 
Já não te ajudas sozinha            Não te percas a namorar

Foi ao colo de minha mãe          E se chegares a ser velhinha
Que aprendi a vir à fonte          Sobe as escadas mais devagar
Conheço-a como ninguém         No adeus à fonte d`Almoinha
Ali morei quase de fronte          É que as bicas hão-de chorar 

E assim, mais uma vez, o nosso camarada Carlos Silva, foi lembrado no nosso blog.

Esperando que a próxima semana traga melhores notícias, desejo a todos um bom fim de semana e quem já está de férias que as gozem bem gozadas com muita saúde.

        Para todos um grande abraço. SANTA.



                      
             
 





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mas afinal...

""Mas afinal em que ficamos? Foi um raio? Foi mão criminosa? Mas que "raio" de trapalhada vem a ser está? Andamos para a frente e para traz? Ouvindo as notícias é de ficar baralhado! E quanto ás transmissões ? Segundo o correio da manhã, seiscentos e tal mil euros gastos na compra destas transmissões que se estão a usar? Mas que tipo transmissões? Foram compradas na feira da ladra? E o material, que custou também uns milhares de euros que era para equipar os C130 para combater  os incêndios? Dizem agora que foi para sucata. Não tenho palavras para classificar estas situações. É melhor ficar por aqui.Tenho é vergonha!

Só espero, é que depois disto tudo nada fique na mesma. Que tudo mude para melhor para bem de todos. Agora, tanta "roupa suja vai ser lavada". Foste tu, não fui eu,foi aquele... Para o ano, que nada disto se repita, para não voltarmos a falar da mesma coisa. E já agora, que alguém se lembre de condecorar os nossos bombeiros que bem merecem.

  Uma boa noite para todos com um grande abraço. SANTA.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O DESESPERO CONTINUA!

É mesmo assim. O desespero continua. Os incêndios não dão tréguas aos bombeiros nem ás populações. Basta ver as imagens na TV, para ver que situação não melhorou. Ninguém pode ficar indiferente a tal situação. Uma ou várias perguntas ficam  no ar. Como foi possível morrer tanta gente? Ou, como foi possível naquela estrada morrer tanta gente? Falta de comunicação? Antenas destruídas pelo fogo? Eu não entendo nada de transmissões mas, na guerra do Ultramar, não havia antenas espalhadas pelo mato e nós com os nossos rádios (com pouca tecnologia na altura)   entrava-se em contacto com a aviação e com a nossa companhia a muitos quilómetros de distância. Cinquenta anos depois, o que se passa?  As transmissões não estão mais evoluídas? Posso ser infantil ou ignorante nesta minha afirmação. Mas errada ou não é a que me ocorre nesta altura. Não seria possível haver num ponto estratégico, um posto emissor, que enviasse ordens para o terreno de operações para elementos com rádio para as receber? Eu cheguei andar com um rádio ás costas .Não sei. Isto é um desabafo meu. Já se disse tantas coisas na televisão que nos deixa cara vez mais confusos. Ainda agora li, que os espanhóis através da imprensa, arrasam o nosso país em matéria de incêndios. Dizem que nada fizemos ao longo dos últimos anos e que continuamos a estar obsoletos na matéria, principalmente no que diz ao equipamento aéreo e em parte também ao terrestre. Que estes incêndios, sirvam de lição a todos e que os nossos governantes dediquem um pouco mais de atenção a eles para que de futuro não se volte a passar por uma calamidade igual a esta! Que tudo não passe só de palestras, do faz faz, mas que passem as ações para terreno. Já agora, lembrei-me. Vi máquinas do exército na limpeza das bermas das estradas. Porquê agora? Porque é que este serviço não é feito fora da época dos incêndios? Talvez sejam mais duas perguntas infantis. Perdoe-me mais uma vez a minha ignorância. Tudo isto faz parte de um desabafo. Porquê? Porquê é o meu PAÍS que sofre. É a dor daquelas pessoas que me toca. Hoje eles, amanhã quem sabe , me toca mim e a outros. Resultado: agora o governo quer explicações. "Casa roubada, trancas á porta".
Alguns criticam os bombeiros. Pois é, já estou como alguém na  televisão diz: "não há maus exércitos, há sim maus generais." Por aqui me fico. Um bem haja a todos aqueles, que desprezando a própria vida, tentam SALVAR outras. "OS BOMBEIR0S". Um bem haja  também a todos e a todas as outras identidades e ao povo anónimo, que de uma maneira ou doutra têm dado de si o melhor que podem para minimizar os estragos causados por este inimigo terrível:. O FOGO. Para os que morreram que as suas almas estejam em paz.  Para os familiares, as nossas condolências, e para aqueles que perderam as suas casas e que ficaram sem nada, que o espírito de sobrevivência e a fé não os abandone.

                      São os votos da 2415. Todos nós sabemos o que perder vidas. Neste caso, camaradas.

                                                                               SANTA

                                                                                          




domingo, 18 de junho de 2017

LÁGRIMAS...

Lágrimas, dor e sentimento... É verdade. Lágrimas que hoje logo de manhã vi no rosto de muitas pessoas que embora longe da tragédia sentem a dor daquelas gentes de Pedrogão Grande. É o Portugal solidário.
O nosso Blog, não podia ficar indiferente a esta tragédia e desde já envia condolências a todas as famílias que neste momento passam um momento de dor pela perda dos seus ante-queridos e daqueles que se encontram nos Hospitais.

Daqui vai também uma palavra de coragem para todos aqueles que combatem as chamas e que tantas vezes não se lhe dá o devido valor e tão incompreendidos são. São Homens que dão tudo e que também sacrificam as próprias vidas em prol (muitas vezes) de gente anonima.  Também para aqueles que de uma maneira ou de outra prestam a sua ajuda em diversas frentes. Um bem haja a todos os que prestam solidariedade num momento desta natureza. Força e coragem para todos, para vencer este inimigo que nada teme na sua progressão: O FOGO.


 Já agora, estou preocupado com o nosso camarada João Rosa Coelho que natural de Pedrogão Grande, pois não consigo entrar em cotacto com ele. Que nada de mal lhe tenha acontecido.

                             Neste fim de semana triste, um abraço para todos.

                                                            SANTA


sábado, 17 de junho de 2017

HOMENAGEM. CONTINUAÇÃO...

Aqui vai o resto das fotos do 43º Aniversario da A.D.F.A. Delegação de Coimbra, em que se prestou homenagem ao Sócio José Arruda atual Presidente da nossa Associação. 




Aspecto da sala.



Esta é a estatueta que foi entregue pelo Assessor do Secretário de Estado da Defesa ao Sócio José Arruda.
É o homem vencendo todas as barreiras tendo na mão direita um escudo, que é o Emblema da A.D.F.A. e na mão esquerda um cravo que representa a Revolução de Abril.


 Aqui, é quando o Assessor do Secretario de Estado da Defesa Nacional, recebia o livro da A.D.F.A.


No final, não faltou a boa disposição!

Por hoje é tudo, continuação de um bom fim de semana.

Um abraço. SANTA.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

VERGONHA...!

Vergonha, é a palavra adequada para descrever o que hoje foi dado ver na Delegação de Coimbra da A.D.F.A. Claro, não é só este caso! Foi ontem á nossa delegação, um camarada nosso que a mim e a quem estava na delegação, não poderia ficar indiferente sem que uma lágrima mais rebelde, resolve-se cair pela face abaixo. O nosso camarada, parecia mais um mendigo que outra coisa! O seu rosto, era o rosto de uma pessoa sem vida. A sua voz mal se percebia. Á nossa frente estava um ser humano que a guerra além de lhe roubar a juventude, tirou-lhe também o sentido e a alegria de viver. Aquele homem, que estava ali á nossa frente, viu camaradas morrer á sua frente. Até aos dias de hoje, essa visão o deixou completamente arrasado para vida. E a família? É que segundo parece, a mulher também não está bem. Mas a história não acaba aqui. É que este nosso camarada, espera á mais de quinze anos que o seu processo seja resolvido! E ainda agora, recebeu uma cartinha a dizer que o processo vai para avaliação... Meus senhores. Será que olhando para o nosso camarada, ainda é preciso que o processo vá para a avaliação? Quanto tempo mais vai demorar para que seja considerado D.F.A.? Será resolvido quando ele já tiver noventa anos?Isto se ele lá chegar! Eu sei, que isto é mais uma pedra lançada ao charco. Mas ficar calado nunca. Já estou como alguém na televisão diz "temos pena".
 E sendo assim, é que eu digo muitas vezes que a guerra ainda não acabou. Acabou para aqueles que infelizmente já nos deixaram. E já agora, deixo aqui um bocadinho de ironia: Será que este também foi um dos que foi passear para o Ultramar? Julgo que todas as pessoas que tratam destes assuntos são pessoas de bem. Sendo assim, vamos lá resolver os processos que já estão á tanto tempo parados. Já resta aos nossos camaradas tão poucos anos de vida, deem-lhes a felicidade para que esses poucos anos de vida sejam vividos em paz e com uma condição de vida melhor. Acho que não é pedir muito para aquilo que devia ser um dever.

 Sem mais por hoje, triste e desconsolado, com aqueles que tinham obrigação de não deixar as coisas chegar a este estado!

                                                     Com um grande abraço.

                                                                  SANTA

segunda-feira, 12 de junho de 2017

HOMENAGEM...

Realizou-se no passado Domingo (dia 4), o 43º Aniversario da Delegação de Coimbra dos Deficientes das Forças Armadas. Aniversario, em que os sócios da Delegação, aproveitaram para homenagear o Sócio José Arruda (atual Presidente da Associação) pelo que tem feito em prol dos Deficientes das Forças Armadas. Depois de já ter recebido alguns galardões do Estado Português, faltava alguém da casa que o fizesse também. Lembrou-se em boa hora, a Delegação de Coimbra fazê-lo. Mais uma vez, o evento foi realizado no "Restaurante os Patinhos" em Montemo O Velho. Estiveram presentes, cerca de 500 pessoas entre elas algumas individualidades Civis e Militares, com principal destaque para o assessor do Secretario da Defesa.

Eis algumas fotos do acontecimento:









(continua)

Por hoje, um abraço para todos.
SANTA


quinta-feira, 8 de junho de 2017

ÚLTIMA ETAPA ...

Assim é. Última etapa do passeio pela costa Alentejana. Saímos do Museu da "Bolota" rumo a "Monsaraz".

  


Grande Lago Alqueva visto de Monsaraz












A foto da praxe: "o grupo".

E assim terminou o passeio pela Costa Alentejana.

Com um grande abraço para todos. SANTA.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A.D.F.A. ...

 A.D.F.A., ao celebrar o seu 43º Aniversário, lançou o livro que faltava: "DEFICIENTES DAS FORÇAS ARMADAS - A GERAÇÃO DE RUTURA".
 S. Exª o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu à cerimónia do lançamento do livro na Sede Nacional no passado 30 de Maio, e ao mesmo tempo, prestando homenagem a" homens que, com sentimento patriótico e espírito de altruísmo, defenderam o seu país quando a isso foram chamados", disse. Dizendo ainda"vós sois os nossos heróis, num tempo de ditadura e fim de um ciclo imperial e colonial".

Algumas citações:

                               " Esta associação constitui um exemplo de responsabilidade e de afirmação de cidadania e de associativismo que responde a necessidades humanas tão prementes como as que estão em causa no universo dos deficientes militares."
                                                              
                                                               Ministro da Defesa Nacional, professor José Azeredo Lopes.

                                  "A A.D.F.A. foi a ponte que em primeiro lugar deu passo para a reconciliação, com o seu contributo cívico."

                                                                Professor Bruno Sena Martins.

                                   "O rito de passagem destinar-se-ia a redimir toda a sociedade e a integrar plenamente os deficientes, mudando radicalmente a perepção que deles tinha."
                  
                                                                Professor José Gil.

                                    " Dizemos ao Presidente da República e Comandanta Supremo das Forças Armadas que está na sua casa, que é sinal importante da nossa Condição Militar."

             Presidente da Direção Nacional da A.D.F.A., José Arruda.




S.Ex. o Presidente da República, quando se dirigia a todos quantos estavam na sala.

                                           
                                                 Eis o livro

                O livro, pode ser adquirido na Sede Nacional e em todas as Delegações do país.

                                                  Um grande abraço para todos, SANTA.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

COSTA ALENTEJANA. CONTINUAÇÃO...

Ora vamos lá então á continuação da viagem pela costa Alentejana!


                               Entrada para o Museu da "BOLOTA"

             Este museu, fica no coração do Alentejo - PORTEL.
 É composto por quatro salas: Sala do Artesanato, Sala da Cortiça, Sala Património e Sala dos Sentidos.Vale a pena visitar.










Todos estes trabalhos, são executados em "cortiça". Muito mais haveria para mostrar.







Dois aspectos do grupo.

Daqui, partimos para "Monsaraz"onde terminou o nosso passeio. É o que verão para a próxima...

Até lá, um grande abraço para todos. SANTA.