sexta-feira, 29 de abril de 2011

CURIOSIDADES DA GUERRA – 2

Por: F.Santa

Nesta nova sequência de curiosidades da guerra, aqui vão mais uns «bichinhos» que nos apoquentaram:


7 – Petardo paralelepipédico de 400kg de trotil, com inscrição em russo; 8 – Granada de mão defensiva «Mk 2» (U.S.A); 9 – Punhal argelino em cujo punho estão gravadas as iniciais A.L.N.; 10 – Pistola – Metralhadora Francesa «M.N. D’ARMES DE TULLE», modelo1944, calibre 9mm; 11 – Pistola-Metralhadora inglesa «STERLING MK IV», calibre 9mm; 12 – Pistola- Metralhadora francesa «VIGNERON» modelo 2, calibre 9mm. Estas foram armas do princípio da guerra.



Admirem agora esta foto. Alguém o conhece? Vejam só esta pose! O que estará ele a ver? Pode ser que alguém descubra.

Já agora, gostava de contar uma história que se passou já algum tempo em Lisboa, e que meteu o meu amigo Parreira. Fui almoçar num restaurante, ali para os lados das Portas de Santo Antão, e reparei que a pessoa que estava ao balcão era (parecia? ) o meu amigo Parreira! Tanto estive que fui até á pessoa e lhe perguntei se tinha estado em Moçambique na guerra. Claro que recebi logo um não. Mas não convencido, ainda lhe perguntei se ele tinha algum irmão o que ele me respondeu negativamente. Claro está, vim-me embora sempre com a desconfiança se era mentira ou verdade ser ele, tais eram as evidências da fisionomia e da cara! E se calhar só agora é que vou saber a verdade. Diz lá Parreira! Estou enganado?
Um grande abraço para ti em particular, e outro abraço para todos os camaradas da 2415.

Entretanto, para quem tem GPS dou as coordenadas da quinta onde se vai realizar o nosso convívio:

40.177853   -8.424732
                      
Ex. Furr. Santa

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril

Por: F.Santa

CAPITÃO SALGUEIRO MAIA

Mais uma data que fica para a nossa história. O 25 de Abril de 1974. Acabava neste dia a ditadura e era restituída a liberdade. Bem hajam todos aqueles que para isso contribuíram, de certo que toda juventude do após 25 de Abril muito teve a ganhar com esta revolução. Pois para eles a guerra tinha acabado. Talvez muitos não saibam, mas a guerra não acabou no dia 25 de Abril de 74, só acabou verdadeiramente em 1975, durou mais ou menos um ano em que ainda morreram cerca de mil camaradas nossos, pois só quando a entrega das províncias foi efectuada de comum acordo entre as partes, tudo acabou. Escrevo tudo isto, para destacar aqui um grande capitão de Abril: SALGUEIRO MAIA. Salgueiro Maia, foi para mim o herói final da concretização do 25 de Abril a seguir àqueles que o planearam, foi um dos homens mais importantes de Abril e tão poucas vezes lembrado.
Hoje ao falar dele, presto-lhe aqui uma singela homenagem por tudo o que ele fez naquele dia e como homem que foi. Estive com ele na E.P.C em Santarém em 1966, era ele Aspirante a Alferes e eu instruendo a Cabo Miliciano. Embora a instrução não fosse bem a mesma, o que é certo é que falámos muitas vezes, 
dando para ver (embora patentes diferentes) que ele era um camarada amigo não olhando à distinção.
 Estávamos quase no fim da especialização, quando fomos todos juntos para a Serra dos Candeeiros fazer fogo nocturno, onde estivemos algum tempo. No fim, eram as provas de patrulha desde esta Serra até Santarém, cerca de 30 e tal quilómetros, toda ela feita de noite.
Éramos todos iguais em competição. Mas o melhor estava para vir. Quando amanheceu, já todos tínhamos chegado, e surpresa das surpresas, foi a minha patrulha que ganhou com o meu colega Aires (de Coimbra) sempre a puxar por nós, pois ele era atleta na vida civil. 
Parece que ainda estou a ver o Salgueiro Maia, não estava zangado, mas triste por ter sido vencido por aqueles que (teoricamente deveriam ser mais fracos) e  que iriam  ser
Cabos Milicianos, mas tudo sempre numa boa trocando algumas palavras connosco de felicitação, comemoradas pouco depois no bar. Depois? Depois cada um foi para o seu lado e só no 25 de ABRIL o voltei a ver na televisão. Que esteja em paz.

Esta é a medalha daquele dia que ainda hoje guardo com carinho.


Esta é mais uma história tirada do baú das recordações, mas não precisava, pois são das histórias que nunca esquecem. Já agora, estava também com ele (se não me engano no nome) o José M. Casqueiro que não deixava de ser um bom companheiro. Se me lembro, julgo que também já faleceu.

Estamos na recta final das inscrições para o nosso convívio. Liguem!

Por hoje é tudo. Um abraço para todos em geral, do Santa. 


domingo, 24 de abril de 2011

2º ANIVERSÁRIO DO BLOG DA BRIOSA


2º ANIVERSÁRIO DO BLOG DA BRIOSA
Autor: A.Castro

A ideia surgiu duma agradável conversa telefónica com o amigo M. Magalhães, do Porto,  por coincidência em vésperas do 25 de Abril.  E, mais precisamente a 24 de Abril de 2009, veio ao mundo o http://www.ccav2415.blogspot.com/ .
Logo no dia seguinte surge a prestimosa colaboração do M. Soares e, aí sim, a obra avança e ocupa o espaço a que tem direito.
Acreditem que nunca me passou pela cabeça, até porque tinha pouca experiência destas sofisticadas tecnologias da internet, que a coisa iria ter pés para andar e que chegaria ao dia de hoje, 24 de Abril de 2011, demonstrando saude e pujança para continuar, nem que seja por mais um ano, digo eu com o otimismo necessário.
Tal vigor, sem qualquer duvida, e pelo conhecimento adquirido deste género de blogs sobre a guerra colonial deve-se, tão só, à boa intenção de um punhado de bravos "soldados" que, entretanto, se apresentaram para participar, que não viram a cara à luta e, prazenteiramente,  enfrentam os desafios da memória. Em resumo, deve-se, isso sim, à dedicação de "meia dúzia de carolas", como eu gosto de lhes chamar: Soares, Santa, Paulo, Magalhães, este vosso humilde servidor e mais um ou outro que, episódicamente, aparece a colaborar. 
Podemos aplicar a máxima: Nunca tão poucos fizeram tanto!  Infelizmente, a realidade tem de ser escrita de outro modo: Nunca tantos fizeram tão pouco!
Concerteza haverá companheiros, uns sem conhecimentos e outros sem apetência para lidar com estas "modernices", que aceito e respeito mas, já me custa a entender que hajam outros, poucos que sejam, com normais conhecimentos para lidar com as "nets" e, ostensivamente, ficam de costas voltadas à colaboração pedida para  o bem comum.
Mesmo com as expetativas tão defraudadas a nossa moral continua em cima e com a mesma vontade de seguir em frente contando as nossas histórias de amigos a toda a gente d'aquem e d'alem mar.
Finalmente, e como as estatisticas não enganam, para nosso orgulho e satisfação, podemos indicar que  nestes dois anos  já acederam entre 20 e 30 mil vezes ao blog. Foram escritos 285 textos, inseridas centenas de fotos e  feitos 302 comentários.
Com humildade dizemos: É obra, companheiros! 
Parabéns à Briosa!

Os moderadores do blog: M.Soares, M.Magalhães e A.Castro


  

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feliz Páscoa


O vosso amigo e companheiro Santa, deseja a todos aqueles que fizeram parte da C.Cav.2415 e suas famílias, uma Santa e feliz Páscoa com votos de muita saúde. Estes votos, são também extensivos às famílias daqueles que já partiram e a todos aqueles que na guerra andaram, bem como a todos que visitam o nosso site.

MAIS UMA VEZ UMA SANTA E FELIZ PÁSCOA PARA TODOS

EX. FURR. SANTA

Camaradas, não esqueçam o nosso almoço!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CURIOSIDADES DA GUERRA

Por: F.Santa

Por curiosidade, e para quem não andou na guerra, mostro aqui alguns brinquedos que foram capturados ao inimigo e com que ele nos brindava. Alguns destes brinquedos, bastante mal causaram a muitos de nós, muitas vidas foram ceifadas, e outros ficaram mutilados queimados e cegos, que ainda hoje são o espelho daquilo que era uma autêntica lotaria, nunca se sabia a quem saía.
1-Cunhete de munições de origem tunisina; 2-Mina anticarro, inglesa, «ATK MK7», para uma carga explosiva de 9kg de T N T; 3-Granada de mão ofensiva, italiana, com marca BREDA na parte inferior, para uma carga de 50gr de trotil; 4-Pistola-Metralhadora «STEN MK ll», com caracteres chineses inscritos no alojamento do carregador. Para a próxima há mais!
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Da nossa galeria fotogénica, aqui vai o João Rodrigues e a nossa obra de arquitectura. Digam lá se não  é uma obra-prima! Estas fotos isoladas foram mandadas por camaradas nossos. Porque não fazem o mesmo? Seria uma maneira de alimentarmos o site!
Já  cheguei de umas mini férias, claro que assim que cheguei, a primeira coisa que fiz foi ir a este cantinho. É sempre bom ver as filmagens feitas pelo Magalhães em tempo real, e não são assim tão más, atendendo à qualidade da máquina para a altura, pois pode ver-se nitidamente em certa altura, o nosso capitão e o Furriel Miranda, bem como a extensão do comboio. São recordações, e são elas que nos fazem viver, pena é que outras recordações não sejam aqui inseridas, pois haverá tantas!

Para todos um abraço, do Santa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Histórias de macacos com gente

Antes de mais quero dizer ao amigo Parreira que me congratulo imenso por saber que ele é um dos seguidores do blog da 2415 (exemplo que deveria ser seguido por todos). Poderia   dizê-lo num comentário pela sua não participação, este ano, no almoço em Coimbra (aliás, para facilitar a gestão ao Santa, aqui está outro exemplo que deve ser seguido tb. por todos em casos semelhantes). 
Mas, quando se fala no Joaquim Parreira, vêm-me sempre à lembrança, entre outras coisas, 
os macacos a que ele se dedicava com todo aquele jeito de domesticador e paciência de santo, apesar de não ser o único nestas andanças!  
Dei uma volta no baú das lembranças e lá surgiu, por artes mágicas, uma foto comprovativa. Este símio, apesar de anão, parece-me perigoso pois era preso a uma corrente de ferro!
Ó Parreira foi este o saguim que trouxeste para a metrópole?  E, após chegados a Lisboa, quando passeavas pela Av. da Liberdade com a "fera" ao ombro, esta teve um ataque de nostalgia ao olhar para tantas árvores que lhe lembravam a pátria lá tão longe e, num ápice, deu um salto para o meio da vegetação sem se ter despedido do dono?
Esta história  foi me  contada por alguém da malta. Ou será que sonhei? Melhor que ninguém só tu para aclarares bem a questão.
E, agora que sabemos que também andas aqui pelo blog a gozar  à grande, desafio-te a contares algumas histórias  que se calhar ainda estão no segredo dos deuses. Já vi que para ti é fácil!  Vamos a isso, dá uma lição à malta "encolhida" e,  se precisares de ajuda, é só contactar-nos.
Lamento a tua não comparência ao almoço, fazes falta. Fica para o próximo ano, espero.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Comboio do Catur: Ida... e Volta!

Cerca de ano e meio separarão as viagens aqui documentadas : na primeira também participei, trata-se da deslocação entre o porto de Nacala e o Catur (a caminho do Lione),  ocorreu em agosto de 1968, e dela já foram aqui relatadas algumas peripécias bem humoradas. Parece que o "clip" termina com a primeira coluna para o Chala, do pelotão do repórter...


Já a viagem de regresso é, para mim, totalmente inédita.É a ida de Vila Cabral (onde o comboio, entretanto, já chegava)  para António Enes (Angoche) para o "repouso dos guerreiros".... Por essa altura gozava eu as delícias do Sagal, no Cabo Delgado. Mas arrisco Janeiro ou Fevereiro de 1970...  Apareça aqui (nos comentários) a confirmação ou desmentido. E mais pormenores sobre a mesma!


Ao M.Magalhães agradecemos as reportagens...
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

* * * MOBILIZAÇÃO GERAL * * *

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem. Companhia de Cavalaria 2415
1968 – 1970
Amigos e companheiros

           Mais um ano se passou, e eis que se aproxima o 43º convívio desta companhia, que se vai realizar em Coimbra no próximo dia 7 de Maio por vontade expressa de todos. No anterior convívio, muitos não responderam à chamada, agora espero que todos digam presente, pois este ano também é especial, comemoram-se os 50 anos da guerra do Ultramar, mais que uma razão, é o estarmos todos presentes. Todos sabemos que a vida não está fácil, pois é difícil encontrar preço e qualidade a baixo custo, pois tudo encareceu assustadoramente, até as fotocópias e as cartas, mas vamos todos fazer um esforço para estarmos presentes e não ficarmos reféns da vida material que nos apoquenta, pois a nossa avançada idade, precisa destes convívios para irmos mais longe. É SÓ UMA VEZ POR ANO! Foi difícil encontrar um preço acessível, barato, mas a vida são dois dias. Sendo assim, o que me resta dizer é: Força companheiros! Que o dia 7 de Maio seja o reforço da nossa amizade conquistada na guerra, que só acabará no fim da nossa vida e ela já é tão curta. Para quê desperdiçares esta oportunidade, de estarmos todos juntos? Para ti que não vieste o ano passado e que foste lembrado por aqueles que vieram perguntando por ti, eles gostavam de te ver e dar-te um abraço. Então vem e junta-te a nós.
Não se esqueçam também de ir ao nosso site: www.ccav2415.blogspot. com
Agradeço a vossa confirmação até ao dia 28 de Abril para:
Fernando G. M. Santa, 
Rua 25 de Abril nº344
S. Martinho do Bispo – Casas Novas
3045 – 163  COIMBRA
ou para o meu contacto: 939440799.
O convívio realizar-se-á  na Quinta de S. José - Lajes, Coimbra; a partir das 10h.
Preço por pessoa: 32 Euros. Crianças dos 5 aos 10 pagam metade.
Com um abraço deste que foi vosso companheiro de guerra e hoje vosso amigo, fico à espera da vossa presença.
                                             Ex. Furriel Santa
P.S.: Se o destinatário já  faleceu, agradecia que me informassem para o meu contacto, para não voltar a escrever, bem como aqueles que já não desejem vir mais

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ALMOÇO DIA 7 DE MAIO DE 2011

EMENTA

ENTRADA
Rissóis de camarão, pastéis de bacalhau, croquetes de vitela, folhados de aves, chamuças, tapas de marisco, e bebidas.

PEIXE
Bacalhau C/ broa e migas

CARNE
Lombo de porco recheado c/arroz e legumes

BUFFET DE DOCES E FRUTAS

BEBIDAS
Vinhos tintos e branco Quinta de Lodões da Ribeira, águas, refrigerantes, e café.

DIGESTIVOS
Porto tawny, Licor Beirão, whisky novo, aguardente velha, e Bolo alusivo. 
("clique" para ampliar)

Agora, é só aparecer para todos em convívio, contando as nossas histórias e matando saudades  podermos saciar as nossas barrigas!
Vem. Traz a família e amigos. É só uma vez por ano. Sigam o croqui para se poderem orientar, é só seguir o traço vermelho; da última rotunda até a Quinta S. José são 3 quilómetros. O traçado é praticamente o mesmo do ano passado, só que agora ao Portugal dos Pequeninos cortam à esquerda. 

Para todos um grande abraço do Santa.O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

CAROS COMPANHEIROS

Por: F. Santa

Perdoem-me mais esta teimosia. Eu quero deixar de me lamentar sobre a visualização do nosso Site pelos nossos colegas, mas não consigo, digo sempre que é última vez, mas… não consigo. Será  que pelo menos não têm a gentileza de valorizar aqueles que lhes proporcionam alguns minutos de lazer? Recordando, para todos, momentos que ainda estão na nossa memória e ainda outros assuntos que marcam de alguma maneira a nossa vivência na guerra... e, se calhar, muito mais coisas poderiam aparecer, se todos colaborassem com aquilo que sabem. Julgo que não será desprezo por quem criou este site e por quem nele escreve. Tantas fotos já mandei, (pelo menos 4 ou 5), e ninguém se esforça para as comentar! Aqui vai mais uma. Comentem por favor! Gostaria de saber onde foi esta bonita “cavaqueira “ que mais me parece uma reunião de tasca:



Aproveito para fazer mais um apelo: Vão receber dentro de dias as cartas com o  convite para o convívio dos 43 anos da 2415. Claro que peço para que todos venham! mas não deixem morrer o nosso site:  já que com certeza não têm possibilidade de entrar nele, tragam fotos e as vossas histórias escritas (E COM CERTEZA HÁ TANTAS PARA CONTAR), quando vierem ao convívio, ou então mandem pelo correio. Por mim, que vivo o companheirismo passado com todos vós antes e depois da guerra, ficaria triste se um dia tudo isto acabasse por falta de assunto. Julgo que ninguém me vai levar a mal por bater sempre na mesma tecla, mas é a vontade de estar em contacto com vocês!

Falando agora das imagens de arquivo do nosso camarada Magalhães, e da passagem pelo Cabo, quando passamos ele estava relativamente manso, ao contrário, quando dias antes passou o Príncipe Perfeito o caso já não foi igual, de tal maneira que houve feridos a bordo, já podem ver como estava o mar na altura. Não sei se mais alguém sabe, mas, segundo me contaram, o Vera Cruz até ao dia que nós passámos era o único que apanhou o mar sempre mansinho! Já agora mando duas fotos para recordar.


Para todos mando um grande abraço deste vosso amigo, Ex. Furr. Santa

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